A cidade de Leopoldina (MG) ganhou um importante espaço de preservação da história e da cultura equestre com a inauguração do Memorial do Cavalo Mangalarga Marchador da Zona da Mata Mineira, realizada durante a 88ª ExpoLeopoldina, em julho no Parque de Exposições José Ribeiro dos Reis.
Implementado pela Coopleste e pela Associação dos Criadores e Usuários da Região da Mata Mineira, presidido por Agnaldo Machado de Andrade, o Memorial nasceu como um espaço dedicado à valorização da trajetória, da tradição e da importância do Mangalarga Marchador no país.
A pesquisa histórica do acervo foi realizada por Afrânio Augusto Cortes Junqueira, já a curadoria, organização e montagem são frutos do trabalho da jornalista Marcia Vaz Barbosa.
O Memorial da Zona da Mata Mineira se consolida, assim, como um lugar de preservação da história de homens e mulheres que, ao longo das gerações, dedicaram trabalho, conhecimento e paixão à criação e ao aprimoramento do Mangalarga Marchador. De acordo com o presidente da Associação da Zona da Mata Mineira, Agnaldo, a iniciativa atesta a importância da raça na região.
Entre os nomes de destaque na iniciativa está o de Erico Junqueira, reconhecido por sua contribuição à linhagem Abaíba. O espaço reúne ainda documentos, fotografias, objetos, troféus, selas, arreios e relatos de criadores, compondo um acervo que ajuda a reconstruir uma trajetória marcada por dedicação, tradição e amor pelo cavalo.
A iniciativa também reforça o compromisso com as novas gerações, preservando o passado para inspirar o futuro.
Segundo o presidente da Coopleste, Marcos de Almeida Junqueira Reis, desde o início, logo quando a Cooperativa se propôs a implementar o memorial para ser um museu da Agropecuária da Zona da Mata, o Marchador estava em pauta. “Temos muito orgulho desse trabalho. O Marchador jamais poderia ficar de fora, uma vez que a nossa região é um dos mais importantes berços da raça. Trabalhamos para o resgate da importância da raça para nossa região”, pontuou.