Nomes de cavalos

Criatividade é o que não falta

  • Aline Perucci
  • 11/12/2018
  • 17h37

Nas competições da raça, além dos belos marchadores e andamento impecável, chama a atenção também, principalmente dos iniciantes no universo do Mangalarga Marchador, os nomes dos animais. Uns parecem engraçados outros estranhos.

A escolha dos nomes pode estar ligada as tradições familiares, superstições ou à criatividade do criador.

Um exemplo vem lá do interior fluminense. O criador, Luiz Fernando Veloso, proprietário do haras LF Plataforma, escolhe os nomes dos seus animais de acordo com seu empreendimento. Dono de um restaurante e uma casa de shows no famoso bairro carioca, Leblon, localizado na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, o prefixo do restaurante “Plataforma” é a inspiração não só para o nome do haras do Luiz Fernando, como para os marchadores do plantel.

No LF Plataforma tem o garanhão, Bife da Plataforma, uma Campeã Nacional chamada Mulata da Plataforma “porque temos na casa de shows, apresentações de folclore e uma das performances tem mulatas”, explica o criador. Tem até o cavalo, Garçom da Plataforma.

Saindo do Sudeste, chegando ao Nordeste, mais precisamente, no Rio Grande do Norte, o criador Luciano Pessoa, do Haras das Três Paixões, batizou a égua usada para competir nas provas esportivas da ABCCMM, de Pérola das Três Paixões. A homenagem é em comemoração as “Bodas de Pérola” devido aos 30 anos de casamento com a esposa Edith Pessoa. E, também, em demonstração ao amor pelas duas filhas do casal. Assim se formalizou as três paixões do criador.

O Registro

Na ABCCMM, o Serviço de Registro Genealógico (SRG) tem algumas regras para o registro de nomes dos animais. De acordo, com essas regras que são aprovadas pelo Conselho Deliberativo Técnico da Associação (CDT) e o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), o cavalo Mangalarga Marchador deverá ter um nome imutável formado por palavras de livre escolha do seu criador, indicado na comunicação do nascimento ou por ocasião do registro em Livro Aberto.

O SRG não aceitará para registro dos nomes: animais já registrados em nome do mesmo criador, exceto quando o animal estiver morto, caso em que, ao final do nome do animal, deverá ser acrescentado um algarismo romano, indicando a sequência dessa repetição.

Deverá ser composto com mais de 40 caracteres ou dígitos, computando-se como dígito os espaços entre palavras, inclusive afixos. E, ainda, nomes considerados obscenos e ofensivos, cuja significação tenha duplo sentido, ou que prestem à falsa interpretação.

Não podem ser representados por algarismos arábicos e romanos e por numerais ordinais e cardinais, exceto grafados por extenso e se forem compostos.  Nomes agressivos ou relativos a crenças religiosas, também, estão vedados. Outras proibições podem encontradas no documento de registro genealógico.

 

Agora para aqueles que não possuem tanta criatividade, e precisam de ajudinha, o portal da Associação tem à disposição dos criadores mais de 100 mil nomes para ajudá-los nesta escolha. Para acessar clique aqui.


Luciano Pessoa e Pérola das Três Paixões

 

A Campeã Nacional Mulata da Plataforma