Equoterapia é regulamentada em Lei

MM possui atrativos fundamentais para atividade

  • Flávia Zago
  • 22/05/2019
  • 16h27

 

 

 

A Equoterapia é um método terapêutico no qual o cavalo é utilizado como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais, por meio de uma abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação.

 

Esta atividade, melhora o desenvolvimento da força, tônus musculares, flexibilidade, relaxamento, conscientização corporal e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio do praticante. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

 

A prática, até então não regulamentada, foi reconhecida na semana passada, pela Lei 13.830/19. O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS/264/2010).

 

A nova legislação determina que a prática de reabilitação — que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação voltada ao desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência deverá ser exercida por uma equipe multiprofissional, integrada por médico, médico veterinário e profissionais como psicólogo, fisioterapeuta e da equitação.

 

Também poderão fazer parte da equipe pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores de educação física, desde que possuam curso específico na área da equoterapia. Outra exigência é que deve haver o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo praticante, por meio de um registro periódico, sistemático e individualizado das informações em prontuário.

 

Alvará


Os centros de equoterapia somente poderão operar se obtiverem alvará de funcionamento da vigilância sanitária, de acordo com as normas sanitárias previstas em regulamento.

 

De acordo com o projeto, a prática passa a ser condicionada a um parecer favorável, com avaliação médica, psicológica e fisioterápica. A lei entra em vigor em 180 dias.

   

 Mangalarga Marchador

 

Estudos realizados sobre a Equoterapia indicam que o contato com o cavalo vai além do físico, cria uma relação de amizade, de confiança, de bem-estar, de reflexo das emoções, das ações com espontaneidade, despertando, apesar de todos os obstáculos, a alegria de viver.  Por se tratar de uma raça dócil e cômoda, o Mangalarga Marchador possui atrativos fundamentais para a realização deste método terapêutico.